meu caso com a fatima

– leproso

essa foi a unica palavra da famita na noite em que nos conhecemos
dormi com aquilo na cabeça leproso foi foda

na segunda noite  em que encontrei ela eu precisava revidar
– tinhosa

eu vi como ela recebeu aquilo fingindo indiferença

é uma vagabuunda mesmo essa piranha eu pensei mas fiquei quieto
ela me olho me reparo e disse
– é um babaca

ah nao babaca nao

– qual é a tua o tu linguaruda
– que que foi o cara
– eu que te pergunto
– entao vai te fude seu idiota canalha tu é um canalha

era dificil fala com ela

– escuta aqui o carla peres
– nao sou loira porra
– e o que que tu é
– sou mulher do wiliam bonner

– fatima?
– sim

a cabeça afirmativa era ela

– oi fatima
– oi
– tudo bom
– sim him
– nossa isso é demais
– vamo embora
– vamo

sumi com a fatima por tres dias
a gente fez tudo que se pode imaginar e o que pessoas mais rasas nao conseguem supor

daria um exemplo mas pra preserva o respeito porque eu tenho muito carinho pela fatima eu nao vou dizer

e que mesmo com meu passaporte vencido nos fomos pra nicaragua fazer compras e aquela mulher mais madura ao meu lado fomos a bons restaurantes e tomamos vinho ela mais que eu tomei cerveja e um pouco de whisky depois submarinos e por fim cachaça de alambique ate em um momento me desprendi do meu corpo e acho que era um acido na minha boca a fatima tambem aconteceu a mesma coisa ela tava voando

a gente acordou em uma praia eu com leves queimaduras do sol e a fatima um camarao

em algum momento da noite ela fez dread no cabelo quando percebeu isso gritou

– meerda

– calma fatima
– to na merda agora
– calma ta legal
– mas e o bô
– esquece
– é meu marido
– fatima vem comigo
– eu nao posso
– fatima

naquela noite eu fui pra casa embriagado sozinho nervoso e quando eu estava chegando na porta um carro estacionou do meu lado

– o mane
– quem
– mane
– quem tu é
– manezao
– otario

– onde tem posto de gasolina aqui perto
– umas tres quadra pra frente
– porra eu vo fica sem gasolina e nao posso desliga o carro meu amigo por favor vai no posto eu te dou o dobro de dinhero te dou 50 reais pra voce me traze uma garrafa de refri com gasolina e quando tu volta te do mais 50

aquilo me cheirou estranho
mas como o dinhero nao vem facil na vida a fatima tinha me abandonado e eu tava na pior eu aceitei fui no posto e comprei alcool pra sobra uns troco a mais tomara que seja flex o carro e voltei o cara nao me deu 50

– eu te dou 1000 se tu vier comigo
– pra onde cara
– eu so fotografo
– e dai
– eu tirei fotos

puta que pario o cara era chato
acenei com a cabeça

– da fatima bernardes de dread ela tava loca na rua eu tirei foto isso aqui vale uma fortuna
– e por que tu ta sem gasolina
– essa merda aqui ta vazando
– puta que pario

eu sai correndo foi automatico um presentimento

corri e no meio da corrida o carro explodiu o barulho foi bem alto

eu voltei pra ver e o fotografo tinha virado cinzas
remexi o carro e o engraçado a camera tava intacta as fotos de fatima tudo ali

visivelmente drogada era uma escandalo eminente

foi um sinal divino a morte do homem seu dinhero queimado

fiquei sabendo depois foi apontado suicidio disseram que ele era viciado em candy crush

isso aconteceu ha mais ou menos 18 meses

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4 comentários em “meu caso com a fatima

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